quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tradições de Natal mundo afora

Muitas são as tradições natalinas no Brasil. Embora haja variações nos costumes dependendo da região, o país mantém algumas práticas comuns na maior parte das cidades. Estou falando das tradicionais decorações natalinas nas casas, nos escritórios e comércios, além da árvore de natal e da ceia farta. Em algumas regiões, há festas e encenações para relembrar o nascimento de Jesus. Não se pode negar que o espírito natalino contagia as pessoas e traz uma atmosfera especial para essa época. Entretanto, esses costumes não são universais e cada lugar tem sua peculiaridade. Abaixo estão alguns exemplos de tradições natalinas no mundo. Confira!

FINLÂNDIA
Desde 1927, a Finlândia é conhecida por ser a residência do Papai Noel, sendo seu endereço postal oficial em Rovaniemi, uma cidade perto do Círculo Polar Ártico. A tradição está tão enraizada que movimenta o turismo nessa época, chegando a receber cerca de 150 mil visitantes estrangeiros por ano. O ritual inclui uma viagem da Lapônia Finlandesa ao centro de Helsínquia no início da temporada de Natal. Lá acontece um evento chamado Caminho do Natal Seurasaari, em que milhares de famílias desfrutam de diversão ao ar livre, com passeios de trenós, trilhas com elfos, labirintos de conto de fadas e tudo o que manda a tradição. Ah! Sabe aquela ideia hollywoodiana de casas super enfeitadas, tudo em vermelho, luzes de natal, presentes e neve? Tudo isso existe lá, sem contar os elfos feitos de palha e papel machê e os castiçais colocados nas janelas (onde a cada domingo, até o dia 25 de dezembro, uma vela é acessa). Para completar a tradição natalina no país, os finlandeses frequentam saunas na véspera do natal e visitam seus parentes já falecidos nos cemitérios.

SUÉCIA
Ainda na Escandinávia, algumas tradições vikings permaneceram, a começar pela decoração das casas, muitas delas com cortinas vermelhas, árvores de natal naturais repletas de enfeites e cartões de natal que aguardam a troca, cheios de versos e rimas. No país, a comemoração tem início no dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia, em uma celebração que promete ‘espantar a escuridão’. Nessa ocasião, uma menina ou mulher da família se veste de branco e coloca velas na cabeça para servir lanches ou chá aos familiares. Depois realizam uma procissão pela cidade com tochas acessas. Além desse costume, na semana do Natal o almoço geralmente é sanduíche de presunto com mostarda ou mingau. Por fim, após o almoço do dia 24 de dezembro, toda a família se reúne para assistir a um desenho do Pato Donald em um especial de natal, que é repetido na tv por lá há cerca de 50 anos.

AUSTRÁLIA
Já que o Natal por lá é no verão, geralmente é comemorado na praia. É possível ver Mamães Noéis de biquíni vermelho e chapeuzinho e Papais Noéis pegando onda. É comum também a reunião entre famílias e amigos em piqueniques ao ar livre, com ceias de frutos do mar, frutas da estação e bolo de sorvete, bem como o famoso e tradicional barbecue nas praças. Algumas pessoas também se reúnem em praias e parques para cantar canções de natal à luz de velas (Carols by Candlelight).

RÚSSIA
Diferentemente do Brasil, na Rússia é comemorado o Natal Ortodoxo, no dia 7 de Janeiro. A celebração começa na véspera e os 12 dias seguintes são dias Santos, em que se celebra o nascimento de Cristo segundo o calendário Juliano. As figuras de São Nicolau (padroeiro da Rússia), dos marinheiros e das crianças, são recorrentes nessa época. A ceia em família é realizada no dia 06 e, em algumas casas, há lugares postos para os entes queridos que já faleceram. A refeição representa o fim de um período de jejum, por isso é muito farta, mas sem o consumo de carne. O ritual é cheio de simbologia: sobre a mesa é colocado uma toalha branca (que representa o pano que cobriu Jesus), palha (simbolizando simplicidade) e uma vela acesa no centro (significando a luz de Cristo). A árvore (yolka) é decorada logo antes da refeição. Durante a ceia são feitas algumas orações e, ao final, abrem-se os presentes e a família assiste a missa na igreja.

IRÃ
Com maioria mulçumana, o Irã, que fazia parte da Pérsia no passado, é considerado o lar dos três reis magos. Do dia 1º de dezembro ao dia 25 as pessoas devem jejuar, o que significa que não podem consumir produtos animais. No dia de Natal é feito um jantar discreto e simples para a família. O prato tradicional é a Harasa, uma espécie de ensopado de galinha. Já a decoração é valorizada como em qualquer outro lugar. No país, não existe o hábito de trocar presentes.

JAPÃO
No Japão, onde só 1% da população é cristã, o Natal só ganhou força graças à influência americana, depois da segunda guerra. Ainda assim, por questões econômicas, os japoneses não adotaram algumas tradições, como a ceia de natal, o pinheirinho e os presentes. Para uma boa parcela da população, o dia 25 é um dia normal, não sendo considerado um feriado. O comum é promover reuniões em casas de amigos para comer frango frito e conversar, pois as celebrações ainda não estão muito disseminadas. Os mais jovens e principalmente as crianças são os mais interessados na data, pois ficam encantados com as decorações adotadas nos complexos comerciais. 

MÉXICO
O México tem um Natal bem iluminado, em que as cidades ficam cheias de lanternas feitas de sacolas de papel. Nessa data, são relembradas histórias da bíblia e do dia 16 ao 24 de dezembro as encenações se espalham pelas cidades. Os grupos passam pelas casas com as imagens de São José e Nossa Senhora pedindo abrigo, simbolizando o que os pais de Jesus fizeram antes de seu nascimento. Ao final, um pote de barro cheio de guloseimas (Piñata), suspenso no ar por uma corda, é derrubado pelas crianças, que aproveitam os doces.

(Informações retiradas do site Adoro Viagem)

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